domingo, 19 de novembro de 2017

Festival Fernando Cupertino

Assisti ao Festival Fernando Cupertino do Centro de Música Brasileira no Centro Britânico Brasileiro. Excelentes músicos que vivem em Goiânia e interpretaram obras desse compositor: Consuelo Quireze ao piano, Cleverson Cremer na viola, Stefânia Benatti na flauta e Weber Assis no canto. A pianista Sylvia Maltese fez uma pequena participação. Linda a valsa. Vocês sabem o quanto adoro flauta, muito bonitas as obras.

Obras de Fernando Cupertino:

Improviso nº 7 - homenagem a Poulenc (piano: Consuelo Quireze) *
Pequena suíte para piano a quatro mãos (Choro, Canto e Frevo) - (Consuelo Quireze e Sylvia Maltese)
Sonatina para viola e piano* (viola: Cleverson Cremer; piano: Consuelo Quireze)
Cantilena para viola e piano
Choro para flauta solo (flauta: Stefânia Benatti)*
Invenção para flauta e viola (flauta: Stefânia Benatti ; viola: Cleverson Cremer)*
Valsa para flauta, viola e piano (Stefânia Benatti, Cleverson Cremer e Consuelo Quireze)
Manhãs de maio – romance para flauta e piano (Stefânia Benatti e Consuelo Quireze)*
Duas canções para voz aguda e piano, com texto de Manuel Bandeira (Versos escritos N’Água* e Minha Estrela) - (tenor: Weber Assis; piano: Consuelo Quireze)
A paz que vem dos céus - com texto de S. Miller e Jill Jackson e tradução de Alya Silva (tenor: Weber Assis, barítono: Fernando Cupertino; flauta: Stefânia Benatti; viola: Cleverson Cremer; piano: Consuelo Quireze)

*primeira audição mundial

Na primeira parte, Weber Assis, canto, e Consuelo Quireze, piano, interpretaram obras de grandes compositores. Weber Assis contou que O Menino Doente do Osvaldo Lacerda, com poema de Manuel Bandeira, foi a obra que lhe rendeu prêmio em um concurso do Centro de Música Brasileira em 2004. Lindas obras. Tenho carinho especial pelas do Nepomunceno e Ernani Braga.

Programa

Alberto Nepomuceno
Trovas nº 1
Trovas nº 2

Heitor Villa-Lobos
Serenata

Ernani Braga
Aboio

Oswaldo de Souza
Gavião Penerô

Camargo Guarnieri
Canção Ingênua
Trovas De Amor

Osvaldo Lacerda
O Menino Doente (Poema de Manuel Bandeira)
Minha Maria (Poema de Castro Alves)

César Guerra-Peixe
Vou-me Embora Pra Pasárgada  (Poema de Manuel Bandeira)


Beijos,
Pedrita

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Demônio de Neon

Assisti Demônio de Neon (2016) de Nicolas Winding Refn no Telecine Play. Esse filme está em cult, confesso que não acho que chegue a tanto. Mas é um filme interessante! Bem andrógeno. Ellen Flanning mais linda que nunca chega em uma cidade, órfã e menor de idade ingressa na carreira de modelo.

Linda, ela tem uma mágica que fazem todos a adorarem ou a invejarem. Ela interpreta a perfeição da beleza. Achei um pouco clichê o segmento da moda e um pouco forçado ela representar a beleza natural, sem interferências.


Mas é um filme curioso. As outras belas atrizes do elenco são: Jena Malone, Bella Heathcote, Abbey Lee e Christina Hendricks. Keanu Reeves faz uma pequena participação. Alguns outros do elenco são: Desmond Harrington e Karl Glusmann.


Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Malasartes e o Duelo com a Morte

Assisti no cinema Malasartes e o Duelo com a Morte (2017) de Paulo Morelli no Projeta Brasil do Cinemark. Anualmente eu espero ansiosamente esse projeto que passa filmes brasileiros desse ano por R$ 4,00. Nos últimos dois anos não consegui ir. Eu queria ver Três Irmãs que não consegui, porque infelizmente não entrou na programação. Aí das opções escolhi essa porque estava perto de casa. Pena que as pessoas da região não aproveitaram para ir ao cinema.

Quando esse filme estreou não estava muito animada apesar de adorar o Jesuíta Barbosa. A chamada me lembrava um pouco Meus Dois Amores que comentei aqui. É realmente um filme rural, mas tem diferenças. Malasartes é um personagem clássico da cultura popular. Enrola e engana todo mundo com sua astúcia, mesmo parecendo parvo. Nunca tinha visto Jesuíta Barbosa em um personagem cômico por tanto tempo. Ele está genial. As expressões dele estão incríveis. Ele ama Áurea, mas o irmão dela não quer um trapalhão e vagabundo para casar com a filha. Uma graça a personagem da Ísis Valverde e amei os figurinos. Delicados e cheios de detalhes. O irmão é interpretado pelo Milhem Cortaz.

Eu só comecei a ficar interessada em ver quando vi matérias falando da alta tecnologia de Malasartes e o Duelo com a Morte. Júlio Andrade é a morte e está genial. O elenco todo é incrível. Ele quer um substituto e escolhe, claro, Malasartes. E óbvio, Malasartes dá uma tremenda volta na morte. Adorei as cenas das velas, os cenários no mundo da morte e os efeitos desses núcleos.

O final e a abertura estão em animação, quando contam a história. E é na abertura que vemos as três bruxas que tecem os fios da vida. Mas a morte roubou o trabalho delas, agora a morte que decide quem morre, elas se tornam funcionárias dele. Há uma luta de poder então entre as bruxas e a morte. Vera Holtz encabeça as bruxas, as outras são interpretadas por Luciana Paes e Julia Ianina. O assistente da morte, um grande bobão que é o tempo todo manobrado por todos, é interpretado por Leandro Hassum.
Que delícia o personagem do Augusto Madeira. Ele interpreta Zé Candinho Voltaire, inspirado no Cândido do Voltaire que sempre está de bem com a vida. Coitado. Todos os personagens aprontam com ele na trama, dá dó. Adorei quando o fio da vida dele fica solto e ele fica sem rumo. O ator está excelente. Adorei também as locações, as fazendas, as casinhas rústicas, os objetos das casas. Li que foi filmado em fazendas de Campinas e Pedreiras.



Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Mitos e Lendas de São Sebastião

Assisti a peça Mitos e Lendas de São Sebastião do O Castelo das Artes na inauguração da Sede CTI. Esse grupo é de São Sebastião e conta histórias de caiçaras que são passados por gerações pela oralidade. Um dos atores contou que atualmente poucos contam essas histórias e o grupo tenta resgatar e dar continuar a essa tradição. As histórias trazem muita religiosidade e tragédias. São histórias cheias de amor e dramas. Sem falar nas deliciosas histórias de pescadores. O linguajar também é muito peculiar, o jeito rápido de falar, com uma entoação própria. No elenco: Henrique Cardim, Jessyca Biazini, Vick Araújo, André Nunes e Mário Farias. Muito bacana o cenário. É um pano que eles prendem no varal. E um emborrachado no chão. Alguns objetos de pescadores. E fica perfeito. Gostei demais!
A Sede CTI é da C.T.I. Cia. de Teatro da Investigação e fica na Vila Ré na Zona Leste. Foram muitos festejos de inauguração, com muitos eventos gratuitos. Bacana que o grupo convidou vários outros grupos para participar dos festejos e apresentarem a sua arte. E tudo de graça! Estava uma grande festa!

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Estrelas Além do Tempo

Assisti Estrelas Além do Tempo (2016) de Theodore Milfe no Telecine Premium. Ansiava muito pela estreia desse filme. Soube quando concorria ao Oscar. Três filmes com temática negra concorriam ao Oscar e me interessei. Esse foi o que mais queria ver já que fala de três mulheres negras que trabalhavam na NASA. O nome original é bem melhor Hidden Figures, Figuras Ocultas, que era o que realmente elas eram.


Começa com Katherine na infância, com 6 anos, resolvendo uma equação difícil no quadro negro, interpretada pela linda Lydia Jewett. Os professores conseguem dinheiro para os pais se mudarem com a menina para outra cidade, onde teria uma escola para negros, e ela poderia se estudar. Ela se torna uma grande matemática. A NASA tinha uma sala com computadores negros, assim que eram chamadas as mulheres negras que trabalhavam em uma sala na NASA. Não tinham nome, eram as computadores negras. É um momento critico. A URSS já lançou uma nave no espaço com um astronauta, antes dos Estados Unidos que lançaram com bonecos, mas que estava sempre dando erro. Uma delas, a Katherine, é chamada para ajudar. Eles dão tudo parcial para ela, só alguns cálculos, colocam uma garrafa de café separada e ela ainda tinha que fazer o café, o banheiro só tinha lá na sala das computadores negras. Ela atravessa prédios, estacionamentos só para ir ao banheiro. Elas também não podem assinar com seus nomes os relatórios, sempre tinham o nome de um branco. Mas é ela que corrige o erro. Assim que tudo dá certo ela é dispensada e volta para a sala da computadores negras. Anos depois colocaram uma sala em seu nome. Katherine G. Johnson é interpretada por Taraji B. Henson.
A líder das computadores negras, Dorothy Vaughan, vê a chegada do computador da IBM e percebe que logo elas não serão mais necessárias. Ela começa a estudar o equipamento nas horas de folga, inclusive resolve alguns problemas, e prepara todas as computadores negras para saberem mexer na máquina. Quando é chamada para trabalhar no equipamento, só aceita se todas forem. E todas garantem o seu emprego. Ela é interpretada brilhantemente por Octavia Spencer.

A terceira retratada é engenheira, Mary Johnson. Ela ajudava nas cápsulas que chegam na terra com o astronauta. Ela que percebe alguns problemas com parafusos e dá soluções. Mas ela não podia ser promovida porque tinha que ter estudado em uma escola só para brancos. Ela entra na justiça para conseguir a autorização e consegue estudar lá e se torna a primeira negra a estudar nessa escola e posteriormente a primeira engenheira negra da NASA. Mary é interpretada por Janelle Monáe.

O elenco é bem extenso: Kevin Costner, Kirsten Dunst, Jim Parsons, Mahershala Ali, Aldis Hodge e Kimberly Queen.  

Aqui as profissionais da NASA e suas intérpretes.

Beijos,
Pedrita