domingo, 25 de junho de 2017

Pets: A Vida Secreta dos Bichos

Assisti Pets: A Vida Secreta dos Bichos (2016) de Chris Renaud e Yarrow Cheney no Telecine Pipoca. Estava animadíssima para ver essa animação e fiquei mais ainda quando li o post da Patry do Marion e Sua Vida. Só que eu esqueci que no Now só tem dublado, nunca entendi porquê e fiquei procurando pra gravar. Por sorte naquele mesmo dia passou e consegui ver.

A premissa é muito engraçada. O que os bichos fazem quando seus donos saem. O trailer então é uma delícia. Amo o cachorro lady que ouve música clássica e quando seu dono sai ouve rock pesado. Nosso protagonista fica na porta esperando sua dona. Até que ela traz um outro cachorrão que estava no abrigo e ele fica muito, mas muito chateado. Um passeador de cães perde os dois na praça e os amigos vão procurá-los.

Fofo demais o cachorro velhinho que anda com rodinhas, ele que é o cabeça do grupo e vai ajudá-los a achar os amigos. Linda também a amizade da cachorrnha com a águia.

Pets tem várias mensagens sutis. O coelhinho mal, lindo demais, mas mal, vive com os animais enjeitados, abandonados, no bueiro. Adorei Pets. Lindo demais!

Beijos,
Pedrita

sábado, 24 de junho de 2017

Paraíso Perdido e Cacti

Assisti Paraíso Perdido e Cacti do Balé da Cidade de São Paulo no Theatro Municipal de São Paulo. Que maravilha! Que preciosidade! Amei a coreografia Paraíso Perdido do coreógrafo grego Andonis Fodiadaki e é inspirada nas pinturas do Bosch falando do sagrado e do profano. Incríveis as máscaras de animais do estilista João Pimenta. A trilha de Julien Tarride também é excelente. A iluminação é de Guilherme Bonfanti. Verdadeira obra prima esse espetáculo! Absolutamente inesquecível!

A outra coreografia Cacti é do sueco Alexander Ekman com música de Beethoven, Haydn e Schubert. Muito interessante o trabalho com as placas de madeiras, seus sons, e os cactos. No saguão de entrada teve um prólogo. Gostei muito de ver performances assim tão de pertinho e ainda saíram para a escadaria do Theatro Municipal interpretando para quem passava nas ruas. Outra característica atual é o #BisnoMunicipal ou #EunoMunicipal. Ótima iniciativa! Como acontece com os espetáculos, é proibido filmar e fotografar. Para acabar com esses desejo incontrolável de fazer suas próprias fotos e vídeos, criaram esse recurso. Ao final o grupo faz um bis onde é permitido filmar e fotografar. Muito inteligente. É um festival de imagens e ainda sugerem as hastag ampliando as possibilidades de divulgação.
Foto de Sylvia Massini



Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Cenas de um Casamento

Assisti Cenas de um Casamento (1973) de Ingmar Bergman no Arte 1. Esse filme é da série "todo mundo viu menos eu". Sempre quis ver, mas minha curiosidade maior era com as outras obras do autor. Antes de começar, há comentário no Arte 1 sobre o filme com Flavia Guerra que fala que foi uma série que popularizou o diretor. Que muita gente ligava dizendo que iria divorciar-se.

Começa com o casal dando uma entrevista. Eles comemoram 10 anos de casamento. Falam com carinho um do outro, das profissões dos dois. Ela é advogada, cuida de direito familiar, principalmente  de divórcio. Depois segue para um jantar com um casal de amigos, para lerem a matéria. Esse casal de amigos está muito mal afetivamente. Se agridem verbalmente inúmeras vezes, constrangendo os amigos e estragando o jantar. Estão naquela fase pavorosa de o tempo todo desqualificar publicamente o outro. O casal o tempo todo está maltratando verbalmente o outro.
Em outro episódio o marido conta a esposa que se apaixonou por outra, uma jovenzinha. E que eles vão para Paris. São tristes demais as conversas, a dificuldade que eles tem de se desligar. É bonito como perdura o afeto. Eles tem algumas brigas pavorosas. Achei que nunca mais se veriam. Mas a união é tanta, que o laço perdura anos depois. Mas eles nunca voltam, uma pena. Os dois são interpretados magistralmente por Liv Ullmann e Erland Josephson. Como ela é linda. São praticamente os dois. Outros aparecem muito pouco. A maior parte do tempo e das cenas só os dois. Gostei como os figurinos vão mudando. Não só pela passagem do tempo, mas como ela vai se desvencilhando e se libertando do papel de esposa. Os diálogos são incríveis, maduros em muitos momentos. Me assustou o machismo do marido em não ver as filhas. Ele diz que a atual esposa proíbe e ele passa anos sem vê-las. Como se não fossem mais dele. Como é atual essa questão. O filme todo é muito atual, os diálogos. Muito bom!

Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 21 de junho de 2017

A Corte

Assisti A Corte (2015) de Christian Vincent no TelecinePlay. O Telecine fez uma pauta temática para o filmes francês. No início colocaram a chamava do Festival de Cinema Francês Varilux que acontece em várias cidades brasileiras e não consegui ver nenhum. A Bruxa do 203 do Um Caminho Diferente viu vários.

A sinopse desse filme no Telecine é péssima e ele está em comédia, não sei onde esse filme é comédia. A Corte passa em um julgamento de uma trama trágica. Um homem é acusado de ter matado a filha com chutes. Os juri popular é escolhido e uma antiga conhecida do juiz é selecionado e eles se reaproximam. Ele é interpretado por Fabrice Luchini e ela por Sidse Babett Knudsen.

É muito triste o julgamento. A perícia foi relapsa, a confissão do suposto crime foi horas depois da polícia tomar os depoimentos, com suposição de tortura. Muito interessante quando o juiz conversa com os jurados dizendo que dificilmente a verdade irá aparecer. Só o casal sabe o que aconteceu aquela noite. O pai da criança se diz inocente. Poderia ter sido um acidente. E que o juri precisa decidir se condena para ter novo julgamento depois sem respostas ou se inocenta já que não há provas suficientes. O pai é interpretado por Victor Pontecorvo. Michaël Abiteboul faz o advogado de defesa. Nas conversas nos intervalos entre o juri popular dá para perceber a diferença de cada jurado e todas as influências imigratórias do país com visões de mundo e religiosos diferentes.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 20 de junho de 2017

Joias Brasileiras em Cordas

Assisti ao concerto Joias Brasileiras em Cordas com a Orquestra de Cordas Laetare no evento do Centro de Música Brasileira no Centro Britânico Brasileiro. Belíssima apresentação e repetório. A regência é da Muriel Waldman que contou que o primeiro compositor interpretado, Henrique Oswald, ganhou uma bolsa de Dom Pedro II para estudar na Europa. E que sua música acabou tendo muita influência europeia. Muito bonita a obra, gosto muito desse compositor. Dom Pedro II foi um grande incentivador das artes e da ciência. Depois tocaram outros três compositores que adoro, Claudio Santoro, Glauco Velasquez e Francisco Mignone. Lindíssima a obra para cordas de Osvaldo Lacerda. Muriel contou que ouviu a obra em um concerto no MASP, que ficou muito impactada e que foi procurar para reger. A orquestra tocou ainda duas obras de Chiquinha Gonzaga. Uma transcrição para orquestra de cordas por Muriel Waldman e outra por Nilcéia Baroncelli.

O concerto teve a participação da flautista Celina Charlier que atualmente vive no exterior. Eu adoro esse instrumento como sabem e o grupo tocou uma incrível obra de Antonio Ribeiro. O concerto foi gratuito.

Programa:

Henrique Oswald - Dois Minuetos em Ré maior

Glauco Velasquez - Suíte para Cordas

Francisco Mignone - Elegia

Antonio Ribeiro - Miniaturas para Flauta transversal e Orquestra de Cordas (Melodia, Valsa, Modinha e Final)                                              

Silvia de Lucca - Suite Sun d’Oro

Claudio Santoro - Ponteio para Orquestra de Cordas

Osvaldo Lacerda - Quarteto de cordas nº 1 transcrito para Orquestra de Cordas (Prelúdio e Fuga, Ária e Dança)

Chiquinha Gonzaga – Atraente

Variações sobre o Gaúcho (Cá e lá e Corta Jaca) (transcrição de Nilcéia Baroncelli)

Beijos,
Pedrita