sábado, 14 de outubro de 2017

Trolls

Assisti Trolls (2016) de Mike Mitchell no Telecine Premium. Não adianta ver animação no Now porque lá é só dublado e não permitem que mudemos para legendado pelo controle remoto. Adorei! É lindinho demais! Me emocionei várias vezes!

Trolls começa com a protagonista contando a história deles. Eles viviam em uma cidade onde só havia tristeza, então só quando comiam Trolls é que ficavam alegres. Os Trolls conseguem fugir e vivem escondidos.

Claro que eles são pegos e levados ao reino triste para serem comidos. E claro que não dá certo. Mas é tão lindinho! Adorei colocarem um pouco da história da gata borralheira. A empregada é apaixonada pelo rei. Muito fofo! Os Trolls ajudam ela a fica linda para conquistá-lo e eles descobrem que a felicidade não é só comendo Trolls

Trolls é musical, os Trolls chegam a ser chatinhos de tanto que cantam e fazem festas. Adorei o mau humoradinho. Que é cinza porque é triste. Muito lindo! A trilha sonora é demais, é tudo muito inteligente!

Faixas: Está no Spotify.

1 - "Hair Up" (Justin Timberlake, Gwen Stefani & Ron Funches)
2 - "CAN'T STOP THE FEELING!" (Justin Timberlake)
3 - "Move Your Feet / D.A.N.C.E. / It's a Sunshine Day" (Anna Kendrick, Gwen Stefani, James Corden, Ron Funches, Walt Dohrn, Caroline Hjelt, Aino Jawo & Kunal Nayyar)
4 - "Get Back Up Again" (Anna Kendrick)
5 - "The Sound of Silence" (Anna Kendrick)
6 - "Hello" (Zooey Deschanel)
7 - "I'm Coming Out / Mo' Money Mo' Problems" (Zooey Deschanel, Anna Kendrick, Gwen Stefani, James Corden, Walt Dohrn, Ron Funches, Caroline Hjelt, Aino Jawo & Kunal Nayyar)
8 - "They Don't Know" (Ariana Grande)
9 - "True Colors" (Film Version) (Anna Kendrick & Justin Timberlake)
10 - "Can't Stop the Feeling!" (Film Version) (Justin Timberlake, Anna Kendrick, Gwen Stefani, James Corden, Zooey Deschanel, Ron Funches, Caroline Hjelt, Aino Jawo, Christopher Mintz-Plasse & Kunal Nayyar)
11 - "September" (Justin Timberlake, Anna Kendrick & Earth, Wind & Fire)
12 - "What U Workin' With?" (Gwen Stefani & Justin Timberlake)
13 - "True Colors" (Anna Kendrick & Justin Timberlake)


Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Manchester à Beira-Mar

Assisti Manchester à Beira Mar (2016) de Kenneth Lonergan na HBO on Demand. Eu ouvi falar desse filme na época do Oscar, depois esqueci. Foi a Liliane do Paulamar que me lembrou postando sobre o filme no blog dela. Aí fui procurar pra ver. Eu achei estranho esse pôster, já que a moça aparece muito pouco.

O filme é mesmo sobre a relação entre o tio e o sobrinho. Manchester à Beira-Mar é sobre uma família disfuncional. Casey Affleck interpreta muito bem um homem que vive em uma cidade e vive de pequenos trabalhos domésticos. Ele atende com muita má vontade um grupo de prédios onde faz de tudo um pouco e arruma uma infinidade de desafetos. 

Ele é avisado então que seu irmão morreu. Volta a Manchester. Aos poucos os personagens vão lembrando do passado e o quebra-cabeça vai se formando. Assustador como esse irmão que morreu dispõe da vida do outro. Claro, não deve ser fácil fazer um testamento quando se é jovem e sabe-se que pode morrer a qualquer momento. Deve ser difícil falar sobre o assunto. Mas o irmão é objetivo demais no testamento definindo o futuro da vida do irmão sem consultá-lo e sem a menor cerimônia. Revoltante. O irmão deixa a guarda do filho adolescente com o irmão, decide que ele voltará a cidade que sempre viveu, deixa inclusive dinheiro para a mudança. A questão é que esse irmão teve um grande trauma na cidade que é pequena. O tempo todo é constrangido e mal tratado onde vai.
A relação com o sobrinho é muito conflituosa. Claro, o garoto está em choque com a perda do pai. Viviam só os dois, mas o menino é muito mimado. Não quer que nada mude na sua vida. Quer que o tio se adapte a tudo e o garoto continue vivendo como sempre viveu, onde sempre viveu. É um egoísta. Ele demora a perceber o quanto é sacrificante para o tio viver naquela cidade que o julgam o tempo todo, que traz lembranças dolorosas, onde o tio não tem trabalho e pelo jeito não vai conseguir porque a cidade não o quer por lá. Casey Affleck está incrível e ganhou Oscar de Melhor Ator, prêmio que ficou ofuscado com as denúncias que recebeu de assédio sexual a duas mulheres. O diretor também ganhou Oscar por Melhor Roteiro Original.O garoto é interpretado muito bem por Lucas Hedges. Alguns outros do elenco são: C. J. Wilson, Kyler Chandler, Michelle Williams, Anna Baryshnikov, Gretchen Mall, Matthew Broderick, Kara Hayward e Erica McDermond. Nossa, a roqueirinha namorada do rapaz é filha do Mikhail Baryshnikov. Gostei muito da solução do filme para o final. Manchester à Beira Mar é um filme bem longo.

Beijos,
Pedrita

terça-feira, 10 de outubro de 2017

O Chamado 3

Assisti O Chamado 3 (2017) de F. Javier Gutièrrez no Telecine Premium. Eu ansiava por esse filme. Adoro essa série. Até tinha pensado em ver nos cinemas, mas é fato, tenho medo de ver esse gênero de filme nos cinemas. Gosto tanto desses filmes que fiquei em casa, aguardando ansiosamente o filme começar na Super Estreia. É baseada na série de Kôji Suzuki e o nome original é Rings.
O começo é meio esquisito. bem ruinzinho mesmo. Achei que tinham estragado a série. E é sem a Naomi Watts. Mas depois fica muito interessante e gostei muito. Começa com um acidente de avião onde estavam pessoas que ouviram O Chamado. É bem bobo. Mas depois vai para um casal, o rapaz muda de cidade para estudar, desaparece a a moça vai na cidade saber o que aconteceu. A moça é interpretada Matilda Anna Ingrid Lutz e o namorado por Alex Roe. Na faculdade ela descobre que o professor de biologia interpretado por Johnny Galecki está usando os alunos de cobaias para estudar o fenômeno Samara, portanto colocando todos os alunos em risco, inclusive o namorado dela.
Para salvar o namorado ela assiste o vídeo. Gostei que o vídeo que ela vê, só ela viu, há transformações. E ela começa a seguir as pistas apresentadas no vídeo, tentando descobri o que Samara quer lhe dizer. É muito interessante. Gostei também como a tecnologia é introduzida no filme. Sim, a primeira fita é em vídeo, mas passam para o computador. Ainda no elenco estão Vincent D´Onofrio, Aimee Teegarden, Bonnie Morgan, Jill Jane Clements e Patrick R. Walker

Beijos,
Pedrita

domingo, 8 de outubro de 2017

O Filme da Minha Vida

Assisti no cinema O Filme da Minha Vida (2017) de Selton Mello com texto de Antonio Skármeta. Achei que não ia conseguir ver. Acompanhei várias matérias ansiosa, queria muito ver e o tempo passava e não conseguia. Por sorte no Itaú Cinemas ficou mais tempo. Em uma única sessão, mas isso é o que importa e consegui ver. Que filme lindo! Contemplativo!

O protagonista vai estudar fora e quando volta seu pai entra no trem e vai embora. Ele está encantado por duas irmãs interpretadas pelas lindas Bia Arantes e Bruna Linzmeyer. Adoro o protagonista Johnny Massaro. Ele passa a ser professor da escola da pequena cidade do sul do país. A belíssima fotografia é de Walter Carvalho e as locações foram na cidade de Bento Gonçalves e entorno. A linda direção de arte é de Cláudio Amaral Peixoto. O filme é todo em tons sépias.

O pai é o incrível Vincent Cassel. A bela mãe por Ondina Clais. Aos poucos vamos entendendo tudo o que aconteceu.
A trilha sonora é outra preciosidade:
Voilá com Françoise Hardy
I Put A Spell On You com Nina Simone
Errei, Sim com Dalva de Oliveira
Comme D´Habitude com Claude François
Morning Good Morning com Lincoln Grounds Pat Reyford
Hier Encore com Charles Aznavour
Coração de Papel de Sérgio Reis

Selton Mello faz o amigo do pai e da família. Rolando Boldrin faz o maquinista. O próprio autor faz uma participação. 

Martha Nowill em uma personagem intensa e mais linda que nunca. São tão lindas as cenas na casa da vermelha. Outra atriz que está nesse núcleo é a Miwa Yanagisawa. Uma graça os adolescentes. Um deles é João Prates


Beijos,
Pedrita

sábado, 7 de outubro de 2017

Morgan

Assisti Morgan (2016) de Luke Scott no Telecine Play. Que filme interessante! Nunca tinha ouvido falar. Gostei muito! É mais de ficção científica. Gostei demais da abordagem filosófica do roteiro que é de Seth W. Owen.

Começa com uma executiva chegando em uma casa isolada. Ela fala ao celular e recebe instruções da sua missão. Há um protótipo que está dando problema. O chefe quer que ela avalie o grupo que cuida dessa criação que tinha agredido violentamente uma mulher. A executiva é interpretada por Kate Mara e a criação por Anya Taylor-Joy.

Logo essa investigadora descobre que o grupo que cuida da criação misturou os sentimentos. Tratam a criação como filha. Ela nasceu no local. Está com 5 anos mas já tem aparência de adolescente. Então o grupo todo releva a violência que a criação provocou. Tem pena e uma infinidade de sentimentos paternais. Ainda no elenco estão: Michael Yare, Rose Leslie, Toby Jones, Vinette Robinson, Boyd Holdbrook, Michelle Yeoh, Jennifer Jason Lee e Paul Giamatti.

As discussões filosóficas são muito interessantes. A executiva é hostilizada o tempo todo por tratar friamente a criação. E o desfecho é muito surpreendente. Gostei demais!

Beijos,
Pedrita

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

A Despedida

Assisti A Despedida (2016) de Marcelo Galvão no Canal Brasil. Sempre quis ver esse filme, mas relutei porque é um tema muito delicado, difícil. Que filme lindo! Como conduziram bem cada segundo, cada momento. Que preciosidade! Mereceu todos os elogios e prêmios que recebeu.

Em uma manhã o protagonista levanta com todas as dificuldades da idade. Vai ao banheiro, se veste impecavelmente e resolve sair com seu andador. O filho quer impedir, mas ele é categórico que quer ir sozinho. Após caminhar pela cidade, quitar sua dívida em um bar, ele segue para um apartamento e aguarda. 

Sua amada chega. É lindo como ela é discreta as limitações dele. Finge não perceber as dificuldades. Mas o ama profundamente, cuida dele, sem deixar o fervor e o desejo de lado. Os dois estão deslumbrantes: Nelson Xavier e Juliana Paes. Belíssimo filme, lindíssima direção. Fiquei muito emocionada! O filme é inspirado em uma história real. A Despedida ganhou vários prêmios. No Festival de Gramado, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Diretor e Melhor Fotografia de Eduardo Makino. A música é a lindíssima Esses Moços de Lupicínio Rodrigues.
Beijos,
Pedrita

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

O Nascimento de uma Nação

Assisti O Nascimento de Uma Nação (2016) de Nate Parker no TelecinePlay. É um filme difícil de assistir. Incomoda, entristece. A perversidade do homem sempre me assusta. É baseado em um fato histórico, quando negros se rebelam e matam inúmeros brancos e são também mortos posteriormente enforcados. Nate Parker está impressionante como o pastor, ele ganhou Sundunce de Melhor Ator por sua interpretação. Além de dirigir, o ator colabora no roteiro. 

O protagonista é Nat Turner, um escravo que na infância aprendeu a ler a Bíblia e passou a pregar para os negros. Ele vivia em uma fazenda onde era tratado um pouco melhor que nas outras. Assustador quando o pastor da cidade diz que decidiram que o pastor negro iria pregar para os negros em outras fazendas. O dono gosta porque passa a ganhar dinheiro por isso.  O patrão do Nat foi interpretado por Armie Hammer.
O filme é muito inteligente nas críticas a escravidão. Como os brancos torturavam e matavam sem nenhum pudor, mas acharam um absurdo a revolta. Nat Turner é idolatrado pelos negros. Há um outro filme em preto e branco. Tenho curiosidade de ver. Alguns outros do elenco são: Penelope Ann Miller, Aja Naomi King, Anjanue Ellis, Colman Domingo, Jackie Early Haley, Dwight Henry e Esther Scott.

Beijos
Pedrita

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Jack Reacher

Assisti Jack Reacher (2012) de Christopher McQuarrie no TelecinePlay. Eu nem sabia da existência desses filmes. No fim de semana começou o seguinte, comecei a ver e não queria largar, mas logo percebi que deveria ser alguma continuação. Terminando descobri que só tinha um antes, e no Now vi que dava pra assistir. O filme é baseado no livro de Lee Child.

O segundo é bem melhor. Esse é muito longo e forçado. Mas mesmo assim são dois filmes bons de ação. Esse poderiam ter encurtado uns 15 minutos a meia hora. Dá uma preguiça aquela corrida de carros. Ele com um carro velho e os bandidos com carros novinhos. Muito forçado também o homem que não tem os dedos e pede para o rapaz comer o seu próprio dedo. Como não consegue atiram nele. Desnecessário e chato. Tensãozinha pra adolescente babaca. Ah, esse homem sem os dedos é interpretado de forma caricata por Werner Herzog, não creio.

E aquela luta final, patético. A mocinha sofredora está lá presa e Jack Reacher coloca a arma no chão para lutar de porrada. O filme o tempo todo tenta mostrar que Jack Reacher é um super herói, vence de 5 lutadores ao mesmo tempo, que é bom de briga, ai que canseira. Mas a trama central é boa. Um homem mata à distância inúmeras pessoas, parece um assassino em série. Esse assassino chama Jack Reacher que acha que o atirador é culpado, mas ele começa a investigar e vê que é uma armação. O desfecho do maluco que arquiteta tudo é bem fraco. Mas dá pra assistir. Ainda mais se quiser ver o segundo que é bem mais interessante. Além do Tom Cruise de super herói, tem no elenco: Rosamunde Pilke, David Oyelowo, Richard Jenkins, Jay Cortney, Alexia Fast, Robert Duvall e Josh Helman.

Beijos,
Pedrita

domingo, 1 de outubro de 2017

Léxico Familiar

Terminei de ler Léxico Familiar (1963) de Natalia Ginzburg da Coleção Mulheres Modernistas da Cosac Naify. Quando a editora disse que ia fechar as portas pipocaram promoções com seus últimos livros de 50% de desconto, sem custo de frete. Comprei alguns. É uma belíssima edição! Gostei demais do livro!

Esse livro conta um pouco da história da autora, principalmente de quando  morou com os seus pais. Natalia Ginzburg viveu em períodos difíceis da história da Europa. No fascismo com a perseguição sistemática de quem era contra o regime e da Segunda Guerra Mundial. De família judia, teve uma educação austera, principalmente de seu pai que exigia nota 10 com louvor, mas mesmo quando os filhos tiravam essa nota dizia que tinha feito o que era obrigação. Pão duro, vivia bravo com os gastos da sua esposa. Há muitos diálogos e divertidíssimas as frases clássicas de seus pais. Sua mãe estava sempre insatisfeita onde morava, eles chegaram a se mudar bastante. Ela casa-se com um homem que já tinha sido preso duas vezes por suas ideias. A mãe fica preocupada. O marido continua sendo preso até morrer na prisão depois da Segunda Guerra Mundial. Ginzburg era o sobrenome do marido. O livro termina quando Natália Ginzburg casa novamente e muda de cidade.


Obra Praça da Itália (1913) de Giorgio de Chirico

Trecho de Léxico Familiar de Natalia Ginzburg

“O menino era judeu, e fora colocado pelos pais na escola pública; porém, pediram à professora que fosse dispensado das aulas de religião. Um dia a professora não estava na classe e tinha uma substituta no lugar dela, que não fora avisada, e quanto chegou a aula de religião, admirou-se ao ver o menino pegar a pasta e preparar-se para sair.
- Você aí, por que está saindo? – perguntou.
- Estou saindo – disse o menino – porque sempre vou para casa quando há aula de religião.
- E por quê? – perguntou a substituta.
- Porque eu – respondeu o menino – não gosto de nossa senhora.
- Não gosta de nossa senhora! – gritou escandalizada a professora.
- Vocês escutaram, crianças? Não gosta de nossa senhora!
- Não gosta de nossa senhora! Não gosta de nossa senhora! – gritava a classe inteira, então.

Os pais tinham sido obrigados a tirar o filho daquela escola.”

Beijos,
Pedrita